Após noite de fogos barulhentos, protetores começam ‘maratona’ em busca de tutores de cães perdidos

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As redes sociais amanheceram repletas de postagens de animais recolhidos por voluntários na manhã desta quarta-feira (25). Os animais, principalmente cães, fugiram de suas casas em razão da aflição causada pelo barulho dos fogos de artifício, disparados na véspera de Natal.

Nos grupos destinados à adoção, os relatos são de cães resgatados em várias partes de Campo Grande – na maioria deles, os animais estavam desesperados com a barulheira e, em alguns casos, correndo em meio ao trânsito de veículos. Nesta época, também aumenta o número de animais atropelados que, assustados com o barulho, atravessam vias movimentadas.

Fogos de artifícios já são um tema polêmico em Campo Grande, e vêm à tona sempre quando as festas de final de ano se aproximam. Isso porque a audição dos cães é apurada e o barulho decorrente da queima os atinge. E não só cães. gatos e até mesmo aves são afetadas com o forte ruido das explosões.

Em função disso, vigora em Campo Grande uma legislação que proíbe fogos de artifício com efeitos sonoros e visuais em eventos e inaugurações do Poder Público Municipal. O decreto considera que o barulho acima de 150 decibéis – o caso dos fogos de artifício tradicionais – prejudica à audição sensorial não só de animais, mas de crianças, idosos, pessoas com transtornos mentais, síndrome de down, autistas e com deficiência auditiva, inclusive as que utilizam aparelhos.

O problema é que, neste ano, um projeto de lei tramitou na Câmara dos Vereadores com o fim de proibir fogos de artifício barulhentos em todos os tipos de eventos na cidade. A proposta foi aprovada em primeira votação, mas vetada pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD), sob a justificativa de que a lei seria inconstitucional.

“Enquanto muitas cidades brasileiras já proibiram fogos com barulhos, Campo Grande ainda sofre com isso.
O prefeito havia se comprometido com a gente, em uma reunião do Combea (Conselho Municipal de Bem-estar Animal), depois de uma bela explanação do Instituto Mamede sobre os malefícios dos fogos, mas o projeto foi vetado após aprovação.Campo Grande precisa evoluir”, considera a protetora Greice Maciel.

O autor do projeto, o vereador Veterinário Francisco (PSB), destacou que acredita que o projeto volte a tramitar futuramente, e que até lá a cidade tenha mais maturidade para entender a importância de fogos silenciosos.

“É um grande problema, que atinge animais e também seres humanos, já que idosos, crianças, pessoas com deficiência ou com alguns transtornos mentais também sofrem, porque têm a saúde fortemente atingida pelos barulhos estarrecedores. Mas creio que num futuro próximo essa questão vai voltar a ser voltada e, com mais maturidade, a população cobre a sanção”, considerou.

ACALMANDO SEU PET

Existem muitas alternativas que podem amenizar os efeitos nocivos de explosivos em datas comemorativas, desde acompanhar o animal a fazer tratamentos homeopáticos com antecedência.

“A homeopatia aumenta a tolerância e a sensação de segurança dos animais frente ao medo por barulhos intensos. O ideal é iniciar o tratamento antes das festas visando o preparo daqueles animais que já apresentaram histórico de estresse devido os fogos”, esclarece a médica veterinária e diretora da Sigo Homeopatia Veterinária Mônica Souza.

Segundo ela, caso ocorra algum tipo de ferimento devido o desespero do animal (alguns se machucam ao se jogarem em portas de vidros ou escalar muros e grades), deve-se entrar com um tratamento para traumas, também homeopático.

A faixa compressora também é uma dica que em meio ao caos pode funcionar, apensar de não haver relatos científicos que comprovem a eficácia (confira a imagem abaixo).

OUTRAS MEDIDAS

  • Manter seu pet em um local seguro e sem acesso à rua, evitando assim que fuja assustado.
  • Colocar coleiras com plaquinha de identificação. Caso ele fuja, pode ser encontrado mais facilmente.
    Oferecer atenção e carinho para mantê-lo calmo.
  • Evite deixar o animal sozinho durante a queima de fogos e sempre consulte o veterinário para que este profissional esclareça e oriente sobre outras medidas para tornar o período menos traumático.
  • Enrole um chumaço do algodão de um tamanho considerável e coloque dentro do ouvido do pet. Cuidado para não enfiar muito fundo e machucá-lo. Ponha numa profundidade que o algodão fique firme e não caia.
  • Mantenha as janelas e cortinas fechadas para que abafe um pouco dos sons dos fogos de artifício. Assim que passar o barulho pode abrir novamente.
  • Se houver mais de um cachorro na casa é bom separá-los. Situações de estresse favorecem brigas e eventuais ferimentos.
  • Jamais deixe-o amarrado. Na hora do medo pode se enforcar tentando se soltar.

 Cadê meu dono?

Jornal Midiamax fez uma busca de publicações em redes sociais de cães que foram encontrados. Confira-os abaixo e caso reconheça o animal, entre em contato por meio do telefone informado.

Fonte: Midiamax

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