Coronavírus: rotina de higienização humana não deve ser aplicada em pets

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Em meio a pandemia de Covid-19, ainda há muitas dúvidas e disseminação de informações sobre o contágio e transmissão da doença pelos animais domésticos.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde Animal, divulgados no final do mês de março pelo CRMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária), não há evidências de que os animais de estimação desempenhem algum papel na disseminação da doença causada pelo novo coronavírus.

Enquanto os humanos necessitam de total atenção aos hábitos de higiene para evitar o contágio da doença, com máscaras, uso de álcool 70° e, principalmente manter as mãos sempre limpas, os animais não devem receber o mesmo tratamento.

Sob hipótese alguma deve ser usado álcool, creolina ou qualquer produto desinfetante na pele do animal, como explica a médica veterinária homeopata, Dra. Mônica de Souza.

“Estes produtos são altamente tóxicos para os animais, podendo causar queimaduras, doenças de pele, intoxicação e até mesmo levar à morte”, explica.

Contudo, diante do cenário atual, caso o tutor tenha receio de, após um passeio, colocar o animal dentro de casa, a higienização com álcool gel apenas nas patas é permitida, porém, com alguns cuidados.

“As patas são muito sensíveis e necessitam de cuidados. Caso higienizadas com álcool gel, é importante atenção se não está havendo ressecamento ou ferimentos. Vale ressaltar que o álcool jamais deve ser aplicado no restante do corpo do animal devido sua toxidade”, avalia Dra. Mônica.

Em se tratando do processo de higienização em geral, a veterinária explica que até mesmo os banhos não devem ser tão frequentes. 

“Pode parecer estranho, mas os cães, pela sua produção natural de gordura na pele, não necessitam de banho algum, quanto mais, banhos frequentes.  Isso porque as necessidades de higiene dos cães são diferentes das nossas. Essa gordura é fator de proteção da pele e se retirada rotineiramente, predispõe a pele a infecções por fungos e bactérias, coceiras e alergias”, esclarece.

A aproximação dos pets, em especial os cães com o ser humano, remonta milhares de anos, mas nas últimas décadas o cão assumiu um status de membro da família. Desta forma, ter um animal limpo e cheiroso perto de nós é indispensável, especialmente na atualidade, com tanta gente vivendo em espaços reduzidos, como apartamentos. 

“Por conta dessa condição moderna, a recomendação para se garantir um mínimo a saúde da pele dos animais com menor odor é de um banho a cada 20 dias. Isso porque as necessidades de higiene dos cães são diferentes das nossas.

 Se o animal estiver muito incomodado com o calor ou esteja muito sujo e a solução for mesmo o banho, deve-se secar muito bem pelos e pele para que não propicie dermatites causadas por umidade do pelo. Devemos lembrar que em cães com predisposição a doenças de pele, como a raça Shar-pei, o cuidado ao secar a pele deve ser redobrado”, esclarece Dra. Mônica.

No caso dos gatos, o cuidado é o mesmo. Não se deve administrar qualquer substância que possa ser tóxica.

Abril Laranja –  Entre tantas informações errôneas sobre a relação do coronavírus e os animais, há grande risco de tutores abandonarem seus pets. O abandono de animais está entre as situações de maus-tratos e no mês de abril é celebrado o Abril Laranja.

A iniciativa da Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade a Animais já é disseminada em vários países e tem o objetivo de alertar sobre prevenção contra os maus tratos e crueldade com aos animais. A campanha Abril Laranja já é realizada por diversos órgãos públicos e iniciativas privadas.

“Abandonar um animal é uma grande crueldade, pois, nas ruas ele está exposto a vários perigos e doenças. Alguns países, como Portugal já realizam campanha contra o abandono dos pets devido a esta pandemia. Vale ressaltar que não há risco de contágio pelos animais”, finaliza a veterinária homeopata.

Fonte: Assessoria de Imprensa SIGO Homeopatia Veterinária

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