Quando falamos de medicamentos químicos, em algum momento, sim.

Isso acontece porque todo medicamento possui um período de ação. Enquanto o produto está fazendo efeito, ele atua sobre o carrapato. Depois que esse efeito acaba, o animal deixa de ter essa proteção e os carrapatos podem voltar a subir nele. Por isso, quando necessário, novas doses são utilizadas para manter o controle.

Mas você sabe como esses medicamentos atuam?

De maneira geral, eles podem matar o carrapato por alterações celulares, provocar uma paralisia que faz com que ele se solte do animal ou ainda interferir na sua reprodução, reduzindo a quantidade de ovos deixados no ambiente.

Só que existe outro desafio: a resistência.

Com o uso frequente de determinados produtos, alguns carrapatos conseguem sobreviver ao tratamento e se reproduzir. Ao longo das gerações, isso pode favorecer populações cada vez mais resistentes a determinados princípios ativos.

E é justamente por isso que o controle do carrapato pode ir além de simplesmente tentar eliminá-lo.

Boi com excesso de carrapatos. Foto: Giro do Boi

Uma alternativa é trabalhar também o próprio hospedeiro.

A homeopatia busca favorecer a resistência natural do animal. Quando o carrapato não consegue se alimentar completamente, sua reprodução pode ser prejudicada e, consequentemente, menos ovos chegam ao ambiente.

Com o passar dos ciclos, essa interferência pode contribuir para a redução da infestação ambiental e por consequência menos parasitas no animal.

Além disso, fatores como alimentação adequada, disponibilidade de água, boas condições de manejo e redução do estresse também são importantes para a resistência natural do animal.

No controle de carrapatos, cuidar apenas do que está sobre o animal pode não ser suficiente. É preciso olhar também para o ambiente, hospedeiro e para o ciclo do parasita